Traduções

A Tradução de João Ferreira de Almeida (DN ou ARC) é o que podemos chamar de uma tradução de equivalência formal, traduzidas a partir dos textos originais, respeita a forma original do texto, conservando a ordem das palavras, traduzindo verbos por verbos e substantivos por substantivos, respeitando a linguagem original. Para além de ser uma tradução formal tende também para uma linguagem mais poética e erudita. Foi feita a pensar na cadência da leitura audível. É uma tradução com cerca de 200 anos, que foi sofrendo várias revisões ao longo do tempo. O seu tradutor foi João Ferreira de Almeida, um viajante do Séc. XVII nascido em Mangualde, e a sua tradução da Bíblia é a obra literária mais divulgada de sempre na língua portuguesa, com mais de 2000 edições e 150.000.000 exemplares impressos!
Sabemos que Almeida dedicou 47 anos à tradução da Bíblia, que iniciou com apenas 16 anos de idade. Possivelmente movido pelo trabalho que desenvolvia entre as comunidades de falantes de português no Sudoeste da Ásia: Malaca, Batávia (Indonésia) e Ceilão (Sri Lanca), entre outras. O seu objetivo era “tornar a Bíblia acessível a todos quantos falam a língua portuguesa”.
A tradução a BÍBLIA para todos (BPT) é o que denominamos de uma tradução mais dinâmica, traduzida a partir das línguas originais: o hebraico e o aramaico do Antigo Testamento e o grego do Novo Testamento, para o português-europeu corrente. Abre-se mão da consistência formal, deixando de traduzir o termo original sempre pela mesma palavra em português, pois leva em conta o contexto e o significado que a palavra tem em cada contexto, produzindo uma tradução que soa natural no português corrente, procurando estar ao lado do leitor expressando de forma que ele entenda o texto. É uma tradução interconfessional, iniciada em Junho de 1972 e fruto de 30 anos de trabalho, pensada para o público em geral, que habitualmente não tem contacto com a Bíblia e, por essa razão, procura situar-se ao nível do quotidiano do leitor. A linguagem atual desta tradução torna as narrativas bíblicas e os seus factos históricos mais fáceis de entender e relacionar.

Bíblia Sagrada, traduzida por João Ferreira de Almeida. A Edição Revista e Atualizada (ARA), 2ª edição (1959, 1993) conserva as características principais da tradução de equivalência formal de Almeida, sendo o resultado de mais de uma década de revisão e atualização teológica e linguística da Edição Revista e Corrigida. Igualmente fiel aos textos originais, a linguagem da RA é viva, acessível, clara e nobre, evitando o demasiado vulgar e demasiado acadêmico e literário. O texto da presente edição está em conformidade com a reforma ortográfica da língua portuguesa vigente a partir de 2009. A Sociedade Bíblica do Brasil almeja que esta 2ª edição da Bíblia Sagrada, traduzida por João Ferreira de Almeida, continue a ser um poderoso instrumento de edificação do povo de Deus de fala portuguesa.
A Nova Almeida Atualizada (NAA) é fiel aos originais com a adequada reprodução do seu significado e também procura ser ao mesmo tempo fiel ao leitor, levando em conta a assim chamada “dupla fidelidade”. O seu objetivo é oferecer um texto de fácil compreensão. Para isso, foi adotada a conhecida norma: “formal ou literal sempre que possível; dinâmico sempre que necessário”. O texto resultante corresponde à norma padrão do português que é escrito no Brasil hoje.
A Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) (2000) foi preparada pela Sociedade Bíblica do Brasil e segue os princípios da tradução de equivalência dinâmica, sendo fiel aos textos originais (em hebraico, aramaico e grego). O sentido do texto é dado em palavras e formas do português falado no Brasil atualmente. Foi feito todo o esforço para que a linguagem fosse simples, clara, natural e sem ambiguidades. O texto está de acordo com a reforma ortográfica da Língua Portuguesa.

A tradução O Livro está mais dentro da paráfrase, usou critérios atuais de tradução e procurou que as Escrituras pudessem ser entendidas a partir da compreensão do pensamento e ideia presentes no texto, ao invés de traduzir palavra por palavra, correndo o risco de subornar o conteúdo à forma. A ideia inicial de O LIVRO surgiu de um jornalista americano que decidiu tentar “retraduzir”, por si próprio, as Escrituras para uma linguagem que os seus filhos, ainda nos primeiros anos de vida, pudessem compreender. A “Living Bible”, como ficou conhecido o resultado final em inglês, uma Bíblia em linguagem comum, despida de um vocabulário “religioso” por vezes de difícil compreensão, que as pessoas podiam ler como se tivesse acabado de ser escrita.
